sexta-feira, 13 de maio de 2011

O CENTRO DE CAMPO GRANDE

Dando início a uma série de posts sobre nossa maravilhosa cidade, - essa é a primeira de 3 partes - , espero contribuir para a melhoria e um início de debates, colaborando para a modernização.

  A região central de Campo Grande a mais de 30 anos é objeto de estudos visando sua modernização, partindo do plano do Arquiteto Jaime Lerner em 1978, que criava um grande calçadão na rua 14 de julho e em algumas transversais. O calçadão da Barão foi implantado em 1980, mas acabou modificado a cerca de 20 anos, com o aumento da via de rolamento para veículos. Novamente volta-se a falar na região central, agora incorporando novas áreas , até em função da desativação da rodoviária central e da retirada dos trilhos da estrada de ferro desta área.

  O fenômeno de decadência dos centros das cidades, está associado ao processo e ao modelo de urbanização por qual passaram as principais cidades do país e do mundo, em que fora criados novos núcleos habitacionais e comerciais devido ao rápido adensamento que ficou conhecido como  "a urbanização da humanidade".

  Campo Grande não foi diferente, tendo iniciado sua ocupação na confluência dos, hoje, córregos Prosa e Segredo - atual Horto Florestal - e na rua velha - hoje R.26 de Agosto - , considerada a mais antiga de Campo Grande.
Com a localização da antiga estação ferroviária, em 1914, no local onde se encontra até hoje, ficou praticamente definido o centro antigo com duas vias principais, as atuais Rua Calógeras e Rua 14 de Julho.
  Nessa região já em 1877 foi construída a igreja de Santo Antônio , esquina da Calógeras com a XV de novembro.

  Com o crescimento, o centro seguiu o que aconteceu também nas grandes cidades, com o comércio, os serviços e algumas indústrias ocupando essa área e consequentemente a exclusão das habitações.

  Hoje o centro encontra-se com grande circulação de veículos e pessoas, em conflito constante. Os prédios na sua maioria ocupados pelo comércio, com suas fachadas de aço e fiação exposta, causando enorme poluição visual e necessitando de uma intervenção urbana do poder público.

  A região central é servida por toda infraestrutura urbana tal como água, esgoto, telefone, internet, transporte público, etc., e com grande potencial para melhoria e qualificação da sua circulação.


Agora fala-se em REVITALIZAÇÃO...

Dirceu Peters

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