Vou deixar o ARQUI e escrever hj sobre o AGORA.
Não poderia deixar de me manisfestar nessa hora em que Campo Grande deixa de contar com as luzes de um grande homem: LUDIO COELHO.
Em 1990, perdi meu pai, uma grande referência na minha vida, e reiniciava minha carreira de profissional liberal, como arquiteto, após ter deixado a UFMS, quando recebi um telefonema de um secretário municipal me dizendo que o prefeito queria falar comigo.
No dia seguinte compareci ao Paço Municipal e fui atendido pelo prefeito no horário marcado.
O prefeito na ocasião era Ludio Coelho, que depois de uma conversa inicial, foi logo dizendo que tinha referências a meu respeito e que estava me convidando para ocupar a Secretaria Municipal do Controle Urbanístico (SEMUR).
Já estava preparado para esse convite, mas tentei dizer a ele que tinha algumas coisas a resolver, mas com o pragmatismo que o caracterizava, - e que passei a admirar - , disse que me encaminhasse à procuradoria jurídica e que marcasse para a mesma semana minha posse.
Esse era o início de uma relação curta, - não que eu quisesse -, mas extremamente gratificante e marcante na minha vida.
Campo Grande deve muito de sua pujança à Ludio Coelho, pois foi em suas administrações que a sociedade entendeu que os impostos eram necessários e importantes pois eles retornavam à população em forma de serviços e obras para melhorar a qualidade de vida. Na administração em que participei, os impostos e taxas eram justos e os contribuintes pagavam, pois sabiam o que era realizado com a arrecadação.
"Seu Lùdio", como todos o chamavam, não permitia que houvesse mistura de interesses públicos e privados, e isso constatei logo no primeiro dia em que estive em seu gabinete após a minha posse.
" - Secretário, - assim nos tratava - , o IPTU é muito importante para o município ". A SEMUR controlava e lançava esse imposto, então não existe amizade ou parentesco que o altere, somente se houver erro e ai, para todos.
Tive inúmeros contatos com ele, e cada um mais gratificante e educativo que o outro. São muitos causos e estórias que contava, que não cabeira falar aqui sobre eles, vou me ater a falar do homem público que foi como o conheci.
O Administrador: A sua máxima, até hoje repetida por muitos políticos, "o município deve funcionar como a família, não se pode gastar, permanentemente mais do que arrecada. Temos que estar preparados para uma emergência como uma doença ou o casamento de um filho"- e assim agia-.
Muitos o consideravam um homem de direita, nada mais preconceituoso que insistir nesse dualismo entre esquerda e direita. Esses se esquecem , ou nem sabem, que na sua administração foi criada a Secretaria Municipal de Assuntos Fundiários, depois a Empresa Municipal da Habitação, com os loteamentos sociais, pois com sua visão de homem do campo sabia que não poderia ser ocupada as margens dos rios e córregos, ainda mais por moradias.
Insistia na qualidade dos serviços prestados à população, e a saúde e a educação foram grandes preocupações de suas administrações. Quando questionado sobre as filas nos postos de saúde e da dificuldade de vagas nas escolas municipais, respondia com sua simplicidade e sabedoria: " Estamos fazendo o melhor que podemos, mas quanto mais melhorarmos, mais gente vai procurar os serviços públicos e deixar de pagar consulta e escola particular".
Os terminais, o constante aperfeiçoamento do transporte coletivo, o asfaltamento das ruas por onde passavam os ônibus, também foram marcas em suas administrações.
A melhoria das condições dos ambulantes na R. Barão do Rio Branco com o fornecimento de barracas padronizadas, foi o início de um camelódromo organizado.
Aprendi muito com Seu Lúdio, pois ele dava completa liberdade a seus secretários, mas era duro na cobrança do cumprimento, da legislação e das metas estabelecidas.
Levou, da sua experiência como banqueiro, a gestão empresarial para a administração pública, modernizando-a e construindo a base sólida para que Campo Grande se transformasse no que é hoje.
Como político me arrisco a dizer que foi muito avançado para nossa época, pois a população não o entendeu e não o elegeu como governador nem do Mato Grosso, nem do Mato Grosso do Sul, e tivemos essas oportunidades, Foi eleito Senador da República e conseguiu destaque entre seus pares, por sua seriedade, honestidade e compromisso no trato da coisa pública.
Encerro dizendo que o ano de 1990 foi marcante na minha existência, que conforme disse anteriormente, perdi meu pai, mas também foi marcante por ter começado a conviver e a conhecer esse brasileiro chamado Lúdio Martins Coelho, o "Seu Lúdio".
Campo Grande, estado do Mato Grosso Uno, Mato Grosso do Sul e o Brasil ficaram melhores depois da existência dele.
Dirceu Peters
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo
O CAU, é o Conselho de Arquitetura e Urbanismo, autarquia federal criada por lei do Congresso Nacional no final do ano de 2010, e que vai gerenciar a prática da arquitetura no Brasil a partir de 2012.
O ano de 2011 será de transição para os arquitetos que deixarão o sistema CONFEA/CREA passando a ser registrados nesse novo conselho que é o CAU.
Nesse ano deverão ser eleitos os presidentes dos conselhos estaduais e o presidente do Conselho Federal, além dos conselheiros estaduais e federais, através de regras que falaremos em outro momento.
As eleições serão organizadas pelos(as) coordenadores de camaras de arquiteturas dos CREAS e pela coordenadoria nacional, com a participação das entidades nacionais de arquitetos e urbanistas.
A criação de um conselho próprio é uma luta antiga dos arquitetos, do IAB e das demais entidades nacionais que foram criadas durante esse período e que hoje formam o Colégio Brasileiro de Arquitetos - CBA. São elas:
ABEA - Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo;
ASBEA- Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura;
ABAP - Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas;
FNA - Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas;
IAB - Institutos de Arquitetos do Brasil;
Os Arquitetos há muitos anos aspiram por um conselho, pois é a melhor maneira de podermos ter vida própria e nos firmarmos definitivamente como categoria profissional, pois entendemos que o sistema CONFEA/CREA não possibilita essa afirmação.
Mato Grosso do Sul é um dos estados em que os profissionais so sistema CONFEA/CREA convivem em harmonia, porém isso não acontece na maioria dos estados do país.
O primeiro presidente do CREA/MS foi o Arquiteto Jurandir Nogueira, grande nome da arquitetura e batalhador incansável pela afirmação da categoria. Durante esses mais de 30 anos de CREA/MS os arquitetos sempre tiveram participação ativa na discussão dos destinos dessa entidade, ocupando cargos (até a vice-presidência) ou não das diferentes diretorias.
A 1ª vez que participei da discussão desse conselho próprio (a época CRA), foi em 1979 no X Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Brasília, ou em 1982 no XI Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Salvador. - A memória me trai nesse momento e não encontrei qualquer citação dessa história nos documentos disponibilizados nos sites do IAB e do CAU. - Me marcou muito a plenária final do congresso, em que a discussão foi sobre o conselho e comandada pelo Arquiteto Clovis Ilgenfritz do IAB/MS.
Essa história precisa ser resgatada, pois os arquitetos devem saber que essa luta existe a mais de 50 anos, e quais foram os grandes comandantes, entre eles o Arquiteto Miguel Ferreira.
Arquitetos, vamos nos mobilizar e aproveitar esse momento do novo conselho para fortalecer nossas entidades.
Dirceu Peters
O ano de 2011 será de transição para os arquitetos que deixarão o sistema CONFEA/CREA passando a ser registrados nesse novo conselho que é o CAU.
Nesse ano deverão ser eleitos os presidentes dos conselhos estaduais e o presidente do Conselho Federal, além dos conselheiros estaduais e federais, através de regras que falaremos em outro momento.
As eleições serão organizadas pelos(as) coordenadores de camaras de arquiteturas dos CREAS e pela coordenadoria nacional, com a participação das entidades nacionais de arquitetos e urbanistas.
A criação de um conselho próprio é uma luta antiga dos arquitetos, do IAB e das demais entidades nacionais que foram criadas durante esse período e que hoje formam o Colégio Brasileiro de Arquitetos - CBA. São elas:
ABEA - Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo;
ASBEA- Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura;
ABAP - Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas;
FNA - Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas;
IAB - Institutos de Arquitetos do Brasil;
Os Arquitetos há muitos anos aspiram por um conselho, pois é a melhor maneira de podermos ter vida própria e nos firmarmos definitivamente como categoria profissional, pois entendemos que o sistema CONFEA/CREA não possibilita essa afirmação.
Mato Grosso do Sul é um dos estados em que os profissionais so sistema CONFEA/CREA convivem em harmonia, porém isso não acontece na maioria dos estados do país.
O primeiro presidente do CREA/MS foi o Arquiteto Jurandir Nogueira, grande nome da arquitetura e batalhador incansável pela afirmação da categoria. Durante esses mais de 30 anos de CREA/MS os arquitetos sempre tiveram participação ativa na discussão dos destinos dessa entidade, ocupando cargos (até a vice-presidência) ou não das diferentes diretorias.
A 1ª vez que participei da discussão desse conselho próprio (a época CRA), foi em 1979 no X Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Brasília, ou em 1982 no XI Congresso Brasileiro de Arquitetos, em Salvador. - A memória me trai nesse momento e não encontrei qualquer citação dessa história nos documentos disponibilizados nos sites do IAB e do CAU. - Me marcou muito a plenária final do congresso, em que a discussão foi sobre o conselho e comandada pelo Arquiteto Clovis Ilgenfritz do IAB/MS.
Essa história precisa ser resgatada, pois os arquitetos devem saber que essa luta existe a mais de 50 anos, e quais foram os grandes comandantes, entre eles o Arquiteto Miguel Ferreira.
Arquitetos, vamos nos mobilizar e aproveitar esse momento do novo conselho para fortalecer nossas entidades.
Dirceu Peters
quarta-feira, 2 de março de 2011
ARQUI e AGORA
Vamos iniciar hoje uma nova forma de contato com nossos amigos, clientes, colegas e a comunidade interessada em conhecer e discutir assuntos relacionados a arquitetura, decoração, às cidades e movimentos que fazem parte da vida moderna.
Nosso blog não pretende dar receitas sobre nada ( a não ser as culinárias, que possam vir a ser publicadas), mas sim abrir mais um espaço para debate e participação de todos.
Nesse espaço, nossos parceiros poderão emitir suas opiniões, publicar seus projetos, enfim, participar enviando comentários e sugestões sobre assuntos da atualidade.
Aproveitem e curtam esse canal.
Prestigiem nosso trabalho, e ajudem a mantê-lo.
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