Iniciamos na semana passada uma série sobre nossa cidade. Continuamos falando hoje, sobre revitalização.
O QUE É REVITALIZAÇÃO?
Revitalização no âmbito do planejamento urbano é a intervenção em áreas abandonadas, deprimidas, semi abandonadas ou semi destruídas de alguma cidade ou local, que anteriormente impossibilitavam a ocupação residencial ou comercial.
ex.: Pelourinho (salvador), Estação das docas (Belém), Recife antigo.
A revitalização urbana tem ocorrido em centros históricos que possuem grande valor comercial por trazerem consigo as características históricas e culturais das cidades, Esses valores são mais caros as camadas mais abastadas da população e o que tem acontecido, é que isso tem gerado a elitização dos espaços revitalizados, com a a expulsão dos ocupantes de baixa renda para a periferia com a atração de novas atividades.
Todos entendemos que a intervenção no patrimônio é fundamental para que sejam preservadas a memória histórica e cultural das cidades, além de contribuir para que a população possa ter uma identificação com sua cidade, mas isso não pode ser conseguido com a exclusão de qualquer das camadas da população, a intervenção do poder público deve visar o interesse coletivo.
Não acredito que seja a intenção quando se promove esse tipo de intervenção urbana, no entanto, é isso que tem ocorrido nas revitalizações efetivadas, como exemplos citados, espero que todas as variáveis estejam sendo consideradas para que isso não ocorra em Campo Grande.
Gostaríamos de também observar, que o centro de Campo Grande não se enquadra nas condições dos exemplos clássicos para a implantação de uma revitalização urbana. Afinal, essa área não está abandonada, deprimida, semi abandonada e muito menos semi destruída, por tanto a intervenção aí, deve ocorrer de outra forma e com outra característica.
A intervenção no centro de Campo Grande, para mim, melhor se enquadra como uma REQUALIFICAÇÃO URBANA, que seria a transformação dessa área, abrangendo espaços, edificações, vias, infraestrutura e transporte, pois ela necessita de manutenção e modernização, visando melhor qualificação para atender seus usos e novos usos.
O nosso centro está consolidado a quase um século, agora cabe aos agentes públicos acrescer a modernização, dando a esse centro novas qualidades que correspondam aos desejos da população que deve se manisfestar das mais diferentes formas essa requalificação.
Mas isso é assunto para semana que vem.
Dirceu Peters
segunda-feira, 23 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
O CENTRO DE CAMPO GRANDE
Dando início a uma série de posts sobre nossa maravilhosa cidade, - essa é a primeira de 3 partes - , espero contribuir para a melhoria e um início de debates, colaborando para a modernização.
A região central de Campo Grande a mais de 30 anos é objeto de estudos visando sua modernização, partindo do plano do Arquiteto Jaime Lerner em 1978, que criava um grande calçadão na rua 14 de julho e em algumas transversais. O calçadão da Barão foi implantado em 1980, mas acabou modificado a cerca de 20 anos, com o aumento da via de rolamento para veículos. Novamente volta-se a falar na região central, agora incorporando novas áreas , até em função da desativação da rodoviária central e da retirada dos trilhos da estrada de ferro desta área.
O fenômeno de decadência dos centros das cidades, está associado ao processo e ao modelo de urbanização por qual passaram as principais cidades do país e do mundo, em que fora criados novos núcleos habitacionais e comerciais devido ao rápido adensamento que ficou conhecido como "a urbanização da humanidade".
Campo Grande não foi diferente, tendo iniciado sua ocupação na confluência dos, hoje, córregos Prosa e Segredo - atual Horto Florestal - e na rua velha - hoje R.26 de Agosto - , considerada a mais antiga de Campo Grande.
Com a localização da antiga estação ferroviária, em 1914, no local onde se encontra até hoje, ficou praticamente definido o centro antigo com duas vias principais, as atuais Rua Calógeras e Rua 14 de Julho.
Nessa região já em 1877 foi construída a igreja de Santo Antônio , esquina da Calógeras com a XV de novembro.
Com o crescimento, o centro seguiu o que aconteceu também nas grandes cidades, com o comércio, os serviços e algumas indústrias ocupando essa área e consequentemente a exclusão das habitações.
Hoje o centro encontra-se com grande circulação de veículos e pessoas, em conflito constante. Os prédios na sua maioria ocupados pelo comércio, com suas fachadas de aço e fiação exposta, causando enorme poluição visual e necessitando de uma intervenção urbana do poder público.
A região central é servida por toda infraestrutura urbana tal como água, esgoto, telefone, internet, transporte público, etc., e com grande potencial para melhoria e qualificação da sua circulação.
Agora fala-se em REVITALIZAÇÃO...
Dirceu Peters
A região central de Campo Grande a mais de 30 anos é objeto de estudos visando sua modernização, partindo do plano do Arquiteto Jaime Lerner em 1978, que criava um grande calçadão na rua 14 de julho e em algumas transversais. O calçadão da Barão foi implantado em 1980, mas acabou modificado a cerca de 20 anos, com o aumento da via de rolamento para veículos. Novamente volta-se a falar na região central, agora incorporando novas áreas , até em função da desativação da rodoviária central e da retirada dos trilhos da estrada de ferro desta área.
O fenômeno de decadência dos centros das cidades, está associado ao processo e ao modelo de urbanização por qual passaram as principais cidades do país e do mundo, em que fora criados novos núcleos habitacionais e comerciais devido ao rápido adensamento que ficou conhecido como "a urbanização da humanidade".
Campo Grande não foi diferente, tendo iniciado sua ocupação na confluência dos, hoje, córregos Prosa e Segredo - atual Horto Florestal - e na rua velha - hoje R.26 de Agosto - , considerada a mais antiga de Campo Grande.
Com a localização da antiga estação ferroviária, em 1914, no local onde se encontra até hoje, ficou praticamente definido o centro antigo com duas vias principais, as atuais Rua Calógeras e Rua 14 de Julho.
Nessa região já em 1877 foi construída a igreja de Santo Antônio , esquina da Calógeras com a XV de novembro.
Com o crescimento, o centro seguiu o que aconteceu também nas grandes cidades, com o comércio, os serviços e algumas indústrias ocupando essa área e consequentemente a exclusão das habitações.
Hoje o centro encontra-se com grande circulação de veículos e pessoas, em conflito constante. Os prédios na sua maioria ocupados pelo comércio, com suas fachadas de aço e fiação exposta, causando enorme poluição visual e necessitando de uma intervenção urbana do poder público.
A região central é servida por toda infraestrutura urbana tal como água, esgoto, telefone, internet, transporte público, etc., e com grande potencial para melhoria e qualificação da sua circulação.
Agora fala-se em REVITALIZAÇÃO...
Dirceu Peters
terça-feira, 3 de maio de 2011
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